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terça-feira, 26 de julho de 2016

Aluguel de bicicletas se torna inteligente


Aluguel de bicicletas se torna inteligente

A Nextbike está usando a tecnologia RFID NFC para gerenciar a locação e a devolução de bicicletas em locais públicos
Por Claire Swedberg
26 de julho de 2016 - A Nextbike, que oferece o serviço de bicicletas para aluguel em Leipzig, na Alemanha, está utilizando a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), especificamente a Near Field Communication (NFC), para identificar tanto as bicicletas como os usuários autorizados. Com etiquetas embutidas, a empresa pode confirmar que uma bicicleta é autêntica e também que foi devolvida dentro do tempo determinado, explica Sebastian Schlebusch, diretor de desenvolvimento de negócios da Nextbike.
A Nextbike foi criada em 2005 com 20 bicicletas e agora tem mais de 30.000 em todo o mundo. Inicialmente, os clientes tinham de chamar um hotline para receber um código de desbloqueio da estação onde as bicicletas eram armazenadas.
A tag Smart-TEC RFID foi incorporada numa placa de metal do garfo dianteiro de cada bicicleta
Atualmente, o sistema de aluguel de bicicletas da Nextbike inclui terminais de pagamento automático para os usuários alugarem uma bicicleta por um aplicativo para smartphones com tecnologia NFC ou para usarem smart card RFID de alta frequência (HF) com 13.56 MHz para autorizar o uso de uma bicicleta. Os ciclistas também podem efetuar login no sistema Nextbike por um celular, introduzindo um PIN em uma estação. Quando um cliente está autorizado, a tecnologia libera o bloqueio de uma bicicleta na doca.
Em 2011, a empresa procurou a Smart-TEC para obter uma tag RFID que proporcionasse identificação única para cada bicicleta. A Smart-TEC é especializada em tags personalizadas, diz Klaus Dargahi, diretor da empresa. Neste caso, explica, o desafio foi criar uma etiqueta que se encaixasse numa placa de metal no garfo dianteiro de cada bicicleta, impedindo assim que a tag fosse danificada ou raspada.
A SmartBike tem um leitor RFID embutido, com tecnologia NFC e um telefone para alugar a bicicleta e liberá-la em um SmartDock
A Smart-TEC usa uma tag NFC RFID em epóxi resistente. A firma também sintoniza a etiqueta, explica Dargahi, para transmitir dados adequadamente a partir da sua posição, mesmo estando rodeada pela estrutura de metal. A Nextbike cola as tags no adaptador de acoplamento de cada bicicleta e também incorporou um Elatec TWN4 Mifare NFC em cada um dos seus SmartDocks.


Ao retornar uma bicicleta a uma estação de aluguel, o usuário a coloca em um SmartDock vago. "A doca inclui um bloqueio eletromecânico", diz Schlebusch. O leitor RFID da SmartDock capta o número da etiqueta de identificação do veículo e o software Nextbike, em nuvem, confirma a ID, o que provoca o bloqueio da bicicleta.
O software Nextbike permite que a rede de compartilhamento de bicicletas gerencie os pagamentos e supervisiona 75.000 viagens diárias. O sistema Nextbike inclui 1,5 milhões de usuários autorizados.
Cada SmartDock contém um leitor RFID embutido no seu bloqueio eletromecânico
A Nextbike instalou 66 estações de aluguel nas SmartDocks de Nuremberga em 2011. A solução RFID foi instalada mais tarde, em 10 cidades da região do Ruhr, na Alemanha, para a rede de aluguel de bicicletas Metropolradruhr, que compreende agora 3.000 bikes com etiquetas RFID e 300 estações de aluguel com SmartDocks.
Em 2014, a empresa também começou a oferecer o que chama de sistema SmartBike, com um leitor de RFID montado na própria bicicleta. Os usuários podem usar um "e-Ticket" (um bilhete pré-pago com uma tag embutida NFC) ou um smartphone habilitado com NFC, executando o aplicativo Nextbike. Um ciclista primeiro seleciona a bike e, em seguida, coloca o telefone ou o cartão na frente do leitor embutido na bicicleta. O identifica a ID da tag e, se for autorizado, libera o ciclista para o uso.
Atualmente, relata Schlebusch, um total de 30.000 bicicletas Nextbike estão disponíveis para locação em quatro continentes, sendo 18 países e mais de 100 cidades. Cerca de 6.000 dessas bicicletas são SmartBikes.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Dinamarca instala chip nas bikes que abre sinal para ciclistas



Dinamarca instala chip nas bikes que abre sinal para ciclistas


A Dinamarca lançou um novo tipo de tecnologia, ainda em fase de testes, para aumentar a segurança dos ciclistas na cidade de Aarhus. Intitulado RFID (sigla em inglês para "identificação por radiofrequência"), o chip instalado nas bikes promete fechar o semáforo para os carros no momento em que os ciclistas se aproximarem.
O material, que deve ser implantado na roda dianteira da bicicleta, é lido por um sensor nos semáforos equipados com a nova tecnologia. O recurso detecta a aproximação do ciclista a cerca de 100 metros dos semáforos. O chip foi testado em 200 bikes em 2015 e a ideia é que seja instalado em outras mil já em 2016.
O chip deve ser instalado na roda da bicicleta
O chip foi testado em 200 bicicletas em 2015 e a ideia é que seja instalado em outras mil já em 2016. Caso a inovação se provar eficaz, o plano é elevar o sistema para uma espécie de "passaporte ciclístico", ou seja, quem aderir recebe benefícios na cidade, como prioridade nos semáforos, estacionamentos, entre outras facilidades.
O projeto pretende, além de proteger os ciclistas, incentivar mais pessoas a usarem a bike como meio de transporte no dia a dia. O sistema é uma das ações do programa "Aarhus Cycling City", desenvolvido para promover a mobilidade sustentável na cidade dinamarquesa.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

RFID - Sensor melhora segurança de trânsito para bicicletas em uma cidade na Dinamarca

Uma cidade dinamarquesa está testando um sistema que detecta a presença de bicicletas em cruzamentos e gerencia automaticamente os semáforos
Em uma rua movimentada de Aarhus, foram instalados dois leitores
RFID, um em cada lado do cruzamento, para identificar a
presença de ciclistas
Por Claire Swedberg - Fonte: RFID Journal Brasil
Os semáforos ficam verdes para os ciclistas automaticamente em um determinado cruzamento em Aarhus, na Dinamarca, após a implantação de um teste com uma solução de identificação por radiofrequência (RFID) passiva, conhecida como 2Green, fornecida pela ID-advice. Com tags RFID anexadas a bicicletas e leitores instalados no cruzamento, o sistema pode detectar quando um ciclista está se aproximando e alternar a luz do semáforo. Esses dados também são coletados para fins de análise de tráfego.
A solução faz parte do projeto europeu conhecido como Radical, lançado em 2013 para desenvolver cidades inteligentes usando internet em serviços turísticos. Seis cidades em outros tantos países europeus estão no projeto Radical, usando uma variedade de tecnologias para outras aplicações de Cidades Inteligentes. "Aarhus é conhecida por ser uma cidade de ciclismo e também tem uma estratégia clara para ser uma cidade inteligente, neste caso, combinando a tecnologia RFID com segurança para bicicletas”, diz Louise Overgaard, consultora de desenvolvimento da cidade.
Aarhus, a segunda maior cidade da Dinamarca, é o lar de milhares de ciclistas, muitos dos quais são estudantes universitários. A cidade optou por testar um sistema que permitisse que ciclistas pudessem se mover com segurança por cruzamentos rapidamente, enquanto os veículos sempre têm de parar quando as bicicletas estão na interseção. A solução, no entanto, precisa ser suficientemente flexível para ser ignorada em alguns casos, como quando a preferencial se reverte para um veículo de emergência.
A cidade já vem trabalhando em um projeto focado na melhoria do acesso de bicicletas ao centro da cidade para os viajantes que vivem nos subúrbios, de acordo com Pablo Celis, gerente daAarhus Cykelby (Aarhus Cidade das Bicicletas), agência que faz parte da divisão de trânsito de Aarhus e que está coordenando o projeto de RFID. Nesse esforço, a cidade instalou uma "superestrada" que consiste em uma ciclovia na qual os ciclistas podem viajar de 15 a 20 quilômetros de fora da cidade para o distrito comercial. Uma única autoestrada de bicicletas foi construída até agora, mas há outras obras em andamento.
Aarhus optou por testar uma solução de RFID em 2012. De acordo com Rita Westergaard, gerente de soluções de negócios da ID-advice, sua empresa oferece soluções de baixa frequência (LF) e alta frequência (HF) para lavanderia, rastreamento de ferramentas ou para uso em centros de ciência, assim como utiliza a tecnologia de ultra-alta frequência (UHF) para eventos desportivos e culturais. A empresa está agora comercializando uma versão comercial da tecnologia de semáforos 2Green.
A cidade decidiu "testar o serviço em um cruzamento cuidadosamente selecionado", diz Overgaard. O cruzamento tem tráfego elevado de bicicletas e menor de veículos de quatro rodas, explica. "E também é um local onde os carros não trafegam tão rápido". No cruzamento selecionado, a ID-advice instalou dois leitores Scirocco R610 RFID conectados a antenas Scirocco A100 para capturar cada tag UHF.
Até agora, 200 ciclistas da cidade usam etiqueta RFID na roda dianteira da bicicleta
Foram escolhidas etiquetas Confidex Carrier UHF RFID, diz Westergaard, porque tiveram o melhor desempenho nesta aplicação, com base na distância de leitura, de 4 a 8 metros, e a facilidade de serem montadas em uma bicicleta. Além disso, diz ela, são leves. "Testamos muitas tags", afirma Westergaard, "mas esta foi o melhor para o protótipo".
A cidade, em seguida, distribuiu 200 tags para ciclistas da área. A tag foi presa na roda dianteira da bicicleta com uma braçadeira. Dois leitores, um de cada lado do cruzamento, foram instalados no local onde a ciclovia cruza a estrada, de modo que um ID de tag de bicicleta seja capturado.
Quando uma bicicleta está dentro do alcance, o leitor captura o número da tag - Electronic Product Code (EPC) - que, por razões de privacidade, não está relacionado a qualquer informação sobre o dono da bicicleta. O software no leitor interpreta o ID e envia instruções para o semáforo abrir para o ciclista.
O leitor também encaminha dados, por meio de uma conexão de celular, para a plataforma de software da Radical, para usar a experiência futuramente em outras cidades. As informações coletadas também são enviadas para uma plataforma de código aberto CKAN, onde os gestores públicos da cidade podem acessar os dados de tráfego.
O sistema tem se tornado popular entre os ciclistas, diz Overgaard. "É muito fácil de vender luzes verdes para ciclistas", ironiza. "Eles acham que é uma boa ideia e estão, naturalmente, interessados em viagens seguras e convenientes pela cidade".
Atualmente, o sistema está apenas sendo utilizado num teste-piloto limitado. "Se nós avaliarmos positivamente, planejamos instalar 1.000 tags de bicicletas e expandi-las para outros cruzamentos", relata Overgaard.
O projeto Radical está programado para terminar em fevereiro de 2016. No entanto, diz Westergaard, ID-advice espera que as instalações permaneçam em operação e que a cidade instale leitores adicionais na região central nos próximos anos.
"O futuro deste serviço não está completamente definido", afirma Overgaard, "mas vamos continuar trabalhando para regulamentar o tráfego de forma inteligente".
A próxima geração de solução de 2Green contará com uma nova tag projetada para ser facilmente encaixada nas bicicletas. Esta tag conterá um inlaySmartrac DogBone com um chip Impinj Monza 4D. "Nós testamos o Monza 4D Dogbone e o desempenho é muito bom", diz Westergaard. O sistema de próxima geração irá também incluir painéis solares para alimentar os leitores.