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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Parceiros vão desenvolver RFID para NASA


Parceiros vão desenvolver RFID para NASA

Professor de engenharia faz parceria com empresa para desenvolver sistema de sensores capaz de medir temperatura, pressão e deformação de foguetes
Por Rich Handley
3 de agosto de 2017 - Fang Li, Ph.D. e professor assistente de engenharia mecânica no New York Institute of Technology (NYIT), fez parceria com a X-wave Innovations Inc. (XII), empresa de pesquisa e desenvolvimento especializada em defesa, segurança interna, transportes e campos de energia, para desenvolver um sistema de sensores a National Aeronautics and Space Administration (NASA). A solução é capaz de medir os níveis de temperatura, pressão e tensão em vários componentes do motor de propulsão de foguetes.
Esta tecnologia está sendo desenvolvida como parte de um projeto financiado por US$ 125.000, da NASA Small Business Technology Transfer (STTR), concedidos conjuntamente ao professor Li e à XII. Durante o projeto de 12 meses, Li e XII vão criar protótipos de um sistema de sensores embutidos e demonstrarão a viabilidade técnica para medições passivas, sem fio, multi-parâmetros de alta temperatura.
A NASA requer sistemas de sensores incorporados com capacidades de comunicação de dados sem fio para aplicações como testes terrestres e de voo, bem como monitoramento em serviço. Este sistema de sensores incorporado, informou a empresa, fornecerá uma solução de instrumentação flexível para monitorar locais de medição remotos ou inacessíveis para instalações de teste de propulsão de foguete da NASA.
O projeto é um produto híbrido da tecnologia de identificação por radiofrequência de onda acústica de superfície passiva (tecnologia SAW-RFID) e materiais e dispositivos piezo elétricos de alta temperatura. Li se juntou à Escola de Engenharia e Ciências da Computação da NYIT em 2012 e tem experiência em tais tecnologias, enquanto a XII trabalha com tecnologia e integração de sistemas SAW-RFID.
Avaliar a saúde dos componentes do motor de propulsão em ambientes hostis e de alta temperatura pode ser desafiador para sensores convencionais, relata Li. Este sistema de sensores, que está desenvolvendo com seus alunos, consiste em tags de sensores e um sistema de interrogação RF. As tags do sensor são incorporadas em componentes alimentados por um sinal de RF que não requer nenhuma fonte de energia ou circuitos externos.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Campus Inteligente da Facens usa RFID e IoT


Campus Inteligente da Facens usa RFID e IoT

O objetivo da iniciativa é formar líderes capazes de resolver problemas de modo colaborativo, gerando produtos e serviços de valor agregado à sociedade
Por Edson Perin
1 de agosto de 2017 - A Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) está aprimorando o seu Programa Smart Campus (ou Campus Inteligente), que tem como missão ser um ecossistema de formação de lideranças capazes de resolver colaborativamente problemas emergentes da sociedade, gerando produtos e serviços de alto valor agregado. A iniciativa utiliza diversas tecnologias, incluindo a de identificação por radiofrequência (RFID), e o conceito de Internet das Coisas (IoT, do inglês, Internet of Things) para atingir seus objetivos.
O Smart Facens visa a apoiar a formação do que chama de "engenheiro cidadão", por meio da solução de problemas reais, com a finalidade de multiplicá-los ao contexto urbano. Assim, o Campus Inteligente adota diversas soluções do conceito de Cidades Inteligentes (ou, em inglês, Smart Cities), com enfoque em Educação, Energia, Indústria e Negócios, Meio Ambiente, Mobilidade e Segurança, Saúde e Qualidade de Vida, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Urbanização.
A Prof. Dra. Regiane Relva Romano mostra o painel com informações em tempo real sobre o Smart Campus

Leia a matéria completa

quarta-feira, 7 de junho de 2017

País tem demanda aquecida por soluções

País tem demanda aquecida por soluções

Os provedores de tecnologia RFID não estão parados e nem reclamando por falta de oportunidades de negócios, apesar da crise política
Por Edson Perin
1 de junho de 2017 - O Brasil parece viver dois cenários completamente distintos. De um lado, os políticos, Brasília, a administração pública e a corrupção generalizada e sem precedentes. De outro, o mundo real, onde as pessoas trabalham e geram a riqueza que sustenta toda a sociedade – inclusive, infelizmente, os bandos de malandros com e sem partidos.
O curioso é que Brasília e as oscilações inerentes aos escândalos parecem estar distantes da economia produtiva, apesar dos balanços do dólar ou dos juros.
Como a economia produtiva está assistindo aos escândalos, mas ao mesmo tempo não para de trabalhar, semear e colher as riquezas que este país gera – e, apesar de eu ter usado um termo agrícola (semear), estamos longe de ser apenas o celeiro do mundo atualmente –, as necessidades por eficiência, controle e agilidade não param de existir.
Assim, a demanda por tecnologia continua em alta e os negócios não deixam de se expandir. Novas tecnologias de identificação por radiofrequência estão sendo testadas e aprovadas como ferramentas para realizar mais negócios.
É verdade que está tudo interligado e que o Efeito Brasília gera ondas negativas por todo o país. Porém, e esta é uma hipótese minha, como os corruptos estão sendo caçados – e até cassados – e presos, parece que o dinheiro que gerava propinas gigantes e bilionárias está ficando no setor produtivo e impulsionando os negócios.
Não vou defender aqui a redução do Estado, o que, aliás, defendo sempre, mas expressar a visão que tenho sobre o crescimento dos investimentos em RFID no país e que estou acompanhando bem de perto.
Empresas importantes de diversos setores, incluindo, principalmente, saúde, varejo e manufatura, estão testando o uso das tecnologias de identificação por radiofrequência e investindo no que consideram o próximo avanço necessário para os seus negócios.
Os portes são variados. Há empresas de tamanho grande, que movimentam algumas centenas de milhões de dólares anualmente, e há também as que estão bem abaixo disto. O fato é que não há como ampliar a competitividade atualmente se não por inovações relacionadas ao uso de tecnologia.
Esta consciência de que os negócios necessitam de novos investimentos e estes recursos precisam ser empregados em novos processos com tecnologias de ponta está presente entre muitos brasileiros. Pude constatar isto também em nosso evento RFID Journal LIVE!, realizado no início do mês passado, em Phoenix, nos Estados Unidos.
Vários brasileiros estiveram presentes no maior evento mundial de congresso e exposição sobre RFID e Internet das Coisas. Principalmente empresas que estão implantando e testando suas soluções em clientes brasileiros dos setores que mencionei acima, em busca de inovações e melhorias tecnológicas.
Incrível como, apesar do momento crítico, a economia produtiva continua produzindo e querendo ampliar a produção. Assim, concluo que há um Brasil que precisa ser melhor visto, compreendido e trabalhado do que o outro – este outro está fazendo mal, apenas.
Edson Perin é editor do RFID Journal Brasil e fundador da Netpress Editora.